12 perguntas ao presidente Ikeda sobre a Vitória Profissional

12 perguntas ao presidente Ikeda sobre a Vitória Profissional

A juventude chega e junto com ela escolhas importantes começam a fazer parte da vida. A profissão é apenas uma delas e, neste caderno, é abordada de forma ampla. Como criar um alicerce para a vida adulta é o que o presidente Ikeda direciona nas respostas a seguir. Os textos foram retirados do livro Juventude, Sonhos e Esperança, v.1, e BS edição no 2.074, 5 de março de 2011, p. A7.

1. Quais são os critérios para escolher uma profissão?

A vida é longa. O resultado de seu empenho diário será revelado quando estiverem com 40, 50 ou 60 anos. Por isso, é essencial encontrarem algo, não importa o quê, para desafiar a si próprios enquanto são jovens. Considerem sua juventude como a época do estudo e do aprimoramento.

Cada pessoa tem uma missão que somente ela pode cumprir. Mas isso não significa que devem ficar sentados sem fazer nada esperando que os outros lhes digam o que fazer. É fundamental que descubram qual é sua missão.

As gemas preciosas ficam escondidas na terra. Se ninguém se esforçar para retirá-las, continuarão enterradas, e se não forem polidas, continuarão em estado bruto. Cada um possui uma joia rara na vida, como a montanha que esconde uma gema preciosa. Que vergonha seria se chegassem ao fim da vida sem ter descoberto sua joia interior! Assim, quando seus professores ou pais falam para estudar bastante, estão dizendo: “Descubram e lapidem sua joia!”

2. Minhas notas ainda não são excelentes. Isso significa que não terei sucesso profissional?

Naturalmente, o estudo é apenas um meio pelo qual podem revelar sua joia interior. Portanto, não se avaliem unicamente com base nas notas que tiram na escola. O potencial humano não é assim tão limitado que possa ser medido simplesmente pela aptidão do aprendizado mecânico.

Divulgaram que o QE (Quociente Emocional) é mais importante que o QI (Quociente de Inteligência). Isso atesta a importância das amplas qualidades humanas tais como a benevolência e um indomável espírito de atuação que nenhum teste de QI pode avaliar.

É tolice pensar que somente as notas que tiram na escola aos 16 ou 18 anos determinarão o restante da vida. Há muito mais potencial humano do que isso.

O problema surge quando caem na armadilha de acharem que os resultados escolares são tudo na vida e que suas notas decidem um futuro nada brilhante. Influenciados, impedirão a si próprios de se desenvolver. Se desistirem de extrair a gema de sua vida, seu desenvolvimento como pessoa cessará. E isso deve ser evitado a todo custo.

Na universidade, alguns deixam de estudar arduamente. Há outros que param de se empenhar por seu crescimento pessoal quando admitidos numa grande companhia ou terem se tornado burocratas, médicos ou advogados. Muitos, após conquistar a carreira almejada, esquecem-se do espírito de trabalhar pelos outros. Eles pensam apenas no que “querem ser”, e não no que “querem realizar”. Na verdade, quando alcançam aquilo que “querem ser”, apenas chegaram ao ponto de partida.

3. O que é um bom emprego?

O poeta japonês Takuboku Ishikawa (1886–1912) escreveu estes versos, que registrei em minhas anotações quando era jovem:

Se eu tivesse uma vocação

Que cumprisse com alegria,

Uma vez

Que a tivesse concretizado

Desejaria morrer.

Aqui ele fala de vocação natural que a pessoa nasce dotada. No entanto, poucas têm a boa sorte de encontrar o trabalho ideal que corresponda à sua vocação natural. Às vezes, a carreira que querem seguir pode ser diferente da ideia que seus pais ou outras pessoas tinham para vocês. Nessa situação, o que fariam?

O presidente Toda disse certa ocasião que o critério para escolher um emprego pode ser encontrado na Teoria do Valor, um tratado filosófico de seu mestre, Makiguti em que ele afirma que existem três tipos de valor: do belo, do benefício e do bem. Na área do trabalho, o valor do belo significa encontrar um emprego de que gostem; o valor do benefício é conseguir um emprego que proporcione um salário com o qual possam se sustentar; e o valor do bem significa encontrar um emprego pelo qual possam ajudar os outros e contribuir para o bem da sociedade. “O ideal de todas as pessoas é encontrar um emprego de que gostem (belo), que seja seguro financeiramente (benefício) e com o qual possam contribuir para a sociedade (bem)”.

Mas poucas pessoas são capazes de encontrar um trabalho que lhes seja perfeito logo de início. Por exemplo, pode-se ter um trabalho de que gostem, mas que não seja remunerado, ou o trabalho paga bem, mas a pessoa o odeia, e descobrem que não estão preparadas para a carreira com a qual sonharam ou aspiraram.

O presidente Toda salientou que o mais importante é tornar-se indispensável onde estão. Em vez de lamentar o fato de o trabalho não ser aquilo que gostariam de fazer, afirmou ele, tornem-se pessoas de primeira classe nessa atividade. Isso desbravará o caminho que conduz à próxima fase na vida, durante o qual também deverão continuar a fazer o máximo. Esses esforços certamente levarão a um trabalho de que gostem, que sustente sua vida e que lhes permita contribuir para a sociedade. E então, quando olharem para trás, verão que todos os seus esforços tornaram-se preciosos patrimônios em seu campo ideal, e que nenhum deles e nem as dificuldades foram em vão. Ele ensinou que esse é o grande benefício da Lei Mística.

4. O que é uma boa profissão?

Aqueles que não conseguem se decidir sobre que tipo de profissão gostariam de ter, podem começar com um emprego que poderiam adaptar-se mais rápido e, dessa forma, adquirir experiências e ao mesmo tempo descobrir seus talentos. Muitos acham que é melhor e mais estimulante trabalhar em uma grande companhia ou numa repartição pública do que numa fábrica ou pequena indústria. Contudo, na maioria dos casos, a realidade é bem diferente do que imaginamos sobre o ambiente de trabalho. Existem muitas coisas que vão conhecer somente depois de se empregar. Há muitos tipos de empresas e diferentes tipos de pessoas. Por isso, é importante possuírem força interior e bom-senso e tendo sempre o espírito de aprender tudo o que puderem no local em que estão e desenvolver os meios pelos quais sustentarão sua vida, buscando o essencial em vez do superficial e explorar as profundezas de seu potencial. E é vital que se tornem pessoas insubstituíveis aonde estiverem.

Gostaria de ver todos da Divisão dos Jovens tornarem-se pessoas que apoiem a sociedade não apenas com palavras, mas com ações. Espero também que criem uma sociedade que acalente esse tipo de pessoa, pois temos de ganhar a vida para sobreviver. É para isso que existe o trabalho. Assim é a sociedade; assim é a vida.

Temos o direito de decidir que tipo de trabalho realizar; as opções estão abertas. No entanto, muitos empregos requerem certo nível de qualificação acadêmica e de experiência. As opções são inúmeras e cada um tem a liberdade para escolher.

5. Quero mudar de carreira. Há algum problema nisso?

Não. Poucas pessoas que trabalham ativamente em vários campos começaram com a ambição de fazer o que estão fazendo.

Eu mesmo queria ser repórter, mas minha saúde precária impediu-me de fazer isso. Contudo, tornei-me um escritor, e construí meu próprio caminho no mundo literário. Há muito tempo, trabalhei numa pequena editora com poucos funcionários. Durante esse período, tinha de trabalhar arduamente e, à medida que me empenhava, adquiri prática e experiência.

Após optarem por um trabalho, não devem desistir facilmente e ficar sempre inseguros, reclamando. Porém, se depois de terem feito o máximo, chegarem à conclusão de que o emprego atual não é o melhor para vocês e decidirem mudar, não há problemas. Minha preocupação é que essa decisão não resulte de terem se abalado porque se esqueceram de que são responsáveis pelo próprio ambiente.

Assumir seu lugar como membro da sociedade é um desafio; é uma luta pela sobrevivência. Mas, estejam onde estiver, este é local que precisam estar. Portanto, devem se esforçar com o máximo de sua capacidade.

Uma árvore não fica alta e forte em apenas um ou dois dias. Da mesma forma, uma pessoa bem-sucedida não chega aonde chegou somente em um ou dois anos. Isso se aplica a tudo.

Há um ditado que afirma: “Seja excelente em alguma coisa!” É importante tornar-se uma pessoa de confiança onde quer que esteja e que brilhe com fulgor. Algumas vezes, pode-se não gostar do trabalho à primeira vista, mas passa-se a amá-lo ao se dedicar com afinco em sua execução. “O que a pessoa gosta, ela faz bem”, diz outro ditado. Chegar a ponto de gostar do trabalho também lhes dará condições de desenvolver o próprio talento. Uma vez que trabalham em certo local, é importante que sigam o caminho escolhido sem serem desencorajados nem derrotados, de forma que não tenham arrependimentos.

6. Não quero trabalhar. Há algo de errado nisso?

Não quero criticar esse modo de pensar. Entretanto, gostaria de partilhar as palavras do novelista russo Máximo Gorki (1868–1936) em sua peça As Profundezas Inferiores, em que uma das personagens diz: “Quando o trabalho é um prazer, a vida é uma alegria! Quando o trabalho é um dever, a vida é uma escravidão”. A atitude com seu trabalho, que toma a melhor parte do dia, determina decisivamente a qualidade de sua vida. O Dr. David Norton, ex-professor de Filosofia da Universidade de Delaware, disse certa vez algo semelhante: “Muitos estudantes prendem-se à noção de que o único propósito do trabalho é ganhar dinheiro e que a felicidade significa ganhar dinheiro para satisfazer seus desejos. Mas, uma vez que não há limites para esses desejos, eles jamais poderão ser realmente satisfeitos. A verdadeira felicidade encontra-se no trabalho. Por meio do trabalho uma pessoa pode se desenvolver, realizar-se e manifestar o valor único que está dentro dela compartilhando-o com a sociedade. O trabalho existe pela alegria de criar valor”.

É exatamente como ele diz. Alguém também declarou que o trabalho de uma pessoa deveria trazer felicidade aos outros. A vida é realmente maravilhosa quando se é necessário trabalhar. Como ela seria chata e vazia se, só porque temos recursos, tudo o que fizéssemos durante o dia fosse buscar diversões fúteis.

7. Podemos ganhar algo mais valioso que dinheiro com o trabalho?

im. É natural trabalhar para ganhar salário; o trabalho é essencialmente um contrato de interesses entre empregador e empregado. Porém, diminuir o ritmo do trabalho somente porque o salário não é suficientemente alto é uma tolice. Pode até mesmo ser uma boa ideia ter o espírito de “eu farei mais do que sou pago para fazer!”. É assim que devem se treinar.

Tudo o que é ganho com trabalho honesto é precioso, independentemente da quantia. Naturalmente, nada melhor que receber um bom salário. Uma quantia ganha por meio do próprio trabalho e esforços árduos é um tesouro inestimável, ao passo que roubar, extorquir ou ganhar esse valor por meios ilícitos não tem mais valor que esterco ou entulho, é algo sujo. Não traz felicidade — como diz o ditado, “dinheiro mal ganho é dinheiro mal gasto”.

Há aqueles que já desfrutaram prestígio como influentes funcionários governamentais, mas aceitaram propinas e vivem o resto da vida como criminosos. Dependendo do estado de vida da pessoa, o dinheiro pode ser usado para fins escusos ou nobres. O coração pode mudar tudo. A maior alegria pode ser encontrada se dedicando com confiança e sabedoria no local de trabalho como alguém exemplar da sociedade, trabalhando arduamente em prol de uma vida realizada e do bem-estar da família.

8. Como devo me relacionar com meus colegas de trabalho?

Quando se trabalha numa companhia — que é quase como uma sociedade ou uma comunidade —, certamente é importante criar relações harmoniosas com os colegas e superiores, empregando igualmente a sabedoria e a discrição. Se incorrerem no desagrado de seus companheiros por serem egoístas, serão derrotados no trabalho e na sociedade. A sabedoria é vital para ser vitorioso no local de trabalho.

Nichiren Daishonin escreveu: “O sábio pode ser chamado humano, mas os insensatos não são nada mais que animais” (The Major Writings of Nichiren Daishonin, v. 2, p. 240). A sociedade é repleta de contradições. Uma parte dela é muito feia, ao passo que outra é bastante sombria. Espero que não tenham uma atitude negligente com relação a isso, permitindo à sociedade tirar o melhor de vocês. Se isso acontecer, independentemente das desculpas que tentarem dar, derrota é derrota.

O presidente Makiguti disse que há três tipos de pessoas: as que queremos ter por perto, outras cuja presença ou ausência não faz diferença e aquelas que sua presença causa problemas. Por favor, tornem-se pessoas que os outros apreciem ter como companhia. Isso significa tornarem-se queridas e de confiança no trabalho. Não devem se esquecer de fazer o melhor em seu campo de atuação. Esse é o correto caminho de vida para os seguidores do Budismo Nichiren, que ensina que o estado de Buda é inerente em nossa vida.

9. Não tenho um talento especial. Como conseguir um bom emprego?

Isso não é verdade. O problema encontra-se na fraqueza de limitar a si mesmo. Há um ditado que diz que todas as pessoas têm um dom. Ser talentoso não significa ser bom músico, escritor ou atleta. Existem muitos tipos de talento.

Cada um é um ser único assim como as flores de cerejeira, de ameixeira, de pessegueiro e de damasqueiro, então, devem florescer da maneira que somente vocês podem. Sem dúvida possuem sua própria joia, seu talento, e a única maneira de descobri-lo é empenhar o máximo de sua capacidade. O verdadeiro potencial emergirá quando derem tudo de si aos estudos, aos esportes ou a outras atividades.

O mais importante é adquirirem o hábito de desafiar o próprio limite. Num certo sentido, os resultados que obtiverem não são tão importantes. Por exemplo, as notas que estão tirando agora na escola não determinarão toda a sua vida. Mas os esforços realizados por aqueles que têm o hábito de desafiar seu próprio limite darão frutos. Sem falha, vão se destacar dos outros e farão brilhar seu talento.

Diz um ditado que uma pessoa não será maior que o seu próprio sonho. Por isso, é preciso ter grandes sonhos. Mas devem reconhecer que sonhos são sonhos e realidade é realidade. Portanto, para alcançar grandes sonhos devem considerar sua situação de modo realista e lutar para que se tornem realidade.

O presidente Jossei Toda disse: “É vital que os jovens tenham tenacidade para ser os melhores em algo.” Tenacidade é crucial. Não se pode fazer brilhar sua joia interior com esforços condescendentes.

10. Já tenho um bom emprego. Meu futuro está garantido?

Vocês devem se empenhar para extrair e lapidar a joia de sua vida. Há inúmeros exemplos das pessoas que não se destacaram no colégio, mas manifestará um rico potencial à medida que foram acumulando experiências a partir do momento que se lançaram na sociedade. Conseguir um emprego é apenas o ponto de partida para descobrir sua verdadeira capacidade e não o objetivo final. Não há necessidade de ficar impaciente. É importante escalar a montanha da vida com firmeza, sem se apressar nem desistir.

Gostaria de ver aqueles que já escolheram o que querem fazer no futuro avançarem resolutamente rumo ao seu objetivo. Não devem ficar no meio-termo. Quando buscarem algo com forte determinação, não terão nenhum arrependimento mesmo que não tiverem sucesso. Mas, se forem bem-sucedidos, alcançarão feitos realmente grandiosos. Seus incessantes esforços os conduzirão ao próximo caminho que deverão seguir.

Para aqueles que ainda não decidiram sobre seu futuro, por favor, concentrem as energias no que precisam realizar agora, e descobrirão o caminho à medida que continuarem a buscá-lo, procurando orientação com as pessoas ao seu redor e orando sinceramente.

11. O que a prática budista tem a ver com trabalho?

Esse é um assunto muito importante, com o qual muitos jovens sérios terão de lidar.

Os escritos de Nichiren Daishonin proporcionam a sabedoria para triunfar no trabalho. Jamais me esquecerei de como me senti inspirado quando, ainda como novo integrante da Soka Gakkai, li: “Considere o serviço prestado ao seu lorde como a prática do Sutra de Lótus” (WND, v. 1, p. 905).

Daishonin nos incentiva a considerar o trabalho como parte de nossa prática budista, pois ele nos dá a oportunidade de elevarmos e expandirmos nossa condição de vida. Suas palavras nos proporcionam coragem e nos permitem ampliar nossa perspectiva.

É com orgulho que digo que, quando jovem, fosse qual fosse meu trabalho, sempre dava o melhor de mim. Daishonin cita um comentário que o Grande Mestre Tient’ai fez sobre o Sutra de Lótus: “Nenhuma das questões mundanas relativas à vida nem ao trabalho jamais estão contra a verdadeira realidade” (Ibidem). Essa passagem expressa o benefício recebido por aqueles que abraçam o Sutra de Lótus.

Não há nada na sociedade nem na vida diária que seja contrário ao verdadeiro aspecto da vida. Embora nossos esforços pareçam comuns, por estarmos embasados na fé, eles brilham com a luz da Lei Mística.

Não há nada mais nobre que se empenhar para tornar o mundo um lugar melhor.

Não há necessidade de se preocupar excessivamente com o tipo de trabalho, com o tamanho da empresa ou com o cargo que ocupam nela.

Recitar o Nam-myoho-rengue-kyo e se esforçar todos os dias para contribuir para a sociedade é seguir o correto caminho para manifestar o estado de Buda nesta existência.

12. Como conciliar trabalho e minhas atividades na BSGI?

Contribuir para o Kossen-rufu apesar de extremamente ocupados é um sentimento nobre. O benefício que recebem pelo esforço sincero de participar nas atividades da SGI, mesmo que seja por pouco tempo, é imenso. Quanto mais desafiadora for sua situação, maior será a oportunidade de crescer e se desenvolver. Conforme Nichiren Daishonin nos assegura: “Cem anos de prática na Terra da Perfeita Alegria não se comparam ao benefício de um dia de prática neste mundo” (WND, v.1, p. 736). O que importa é que seu coração seja direcionado para o Kossen-rufu. A chave é ter a atitude de “mesmo que eu não consiga participar da reunião de hoje, farei o máximo no trabalho, considerando tudo como parte de minha prática budista”; ou “vou me empenhar hoje para terminar todo o trabalho e ter tempo de participar das atividades nos fins de semana”; ou “não importando quanto eu esteja ocupado ou cansado, recitarei um pouco de Daimoku para apoiar os esforços de todos, mesmo que seja um ou dois minutos”. Se tiverem esta perspectiva, já venceram. Essa determinação ativará as forças protetoras do universo e permitirá que sigam numa direção positiva. Todos têm uma situação que é única. Espero que os líderes conversem com seus membros, deem atenção ao que estão passando na vida e ofereçam incentivos concretos para que avancem com coragem e esperança. Quando eu viajava entre Tóquio e Osaka frequentemente, de trem, aproveitava o tempo escrevendo cartões-postais para incentivar os companheiros. Não tínhamos telefones celulares nem e-mail naquela época. Se usarem a imaginação — que tende a ser especialmente criativa quando são jovens —, encontrarão inúmeras formas de incentivar as pessoas. O pensador austríaco conde Richard Coudenhove-Kalergi (1894–1972), com quem dialoguei, declarou: “Um verdadeiro passo de avanço vale mais que mil passos imaginados”. Dar corajosamente esse primeiro passo no local onde se encontram agora é essencial. Tudo começa a partir daí.

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