Betty Faria recita Daimoku para Angélica

Betty Faria recita Daimoku para Angélica

“Daisaku Ikeda é um mestre, é um gênio. Sua inteligência e cultura são imensas. Não sei onde extrai tempo para ler tantas coisas, ter tanta informação e cultura e fazer esse trabalho nesse nosso planeta — com tanta violência — pela paz, incentivando os jovens a estudar, a ter cultura e educação. Daisaku Ikeda é tudo de bom!” – Betty Faria, atriz brasileira

Filha do militar Marçal de Faria e da dona de casa Elza da Silva de Faria, ela já sabia desde cedo que sua vida não seria nada convencional.

Aos 4 anos, decidiu fugir de casa para seguir o circo. Aos 6, pediu para fazer balé. O pai relutou em ver a única herdeira seguir a carreira artística. “Ele não podia imaginar a filha dançando, mas eu o eduquei.

Meu pai se tornou meu maior fã”, diz Betty. Com 16, começou a dar aula de balé para crianças. Em 1959, ingressou como bailarina do programa Noite de Gala, da TV Rio.

Na década de 1960, Betty estreou na novela Os Acorrentados (1969), exibida pela TV Rio e TV Record. Assim que a obra terminou, foi contratada pela Globo, onde ficou 30 anos.

Mas, em 2001, não teve o seu contrato renovado. “Não foi fácil resolver na minha cabeça. Foi muita análise, muito budismo”, confessa.

Seguidora da filosofia budista, ela conta que foi salva por um mantra em um assalto em São Conrado (“eu vinha desde o BarraShopping repetindo ‘nam myoho renge kyo”).

“Eram sete da noite no túnel da Rocinha, trânsito fodão, dois caras se aproximaram do meu carro de moto e quebraram o vidro do acompanhante. Pensei: ‘Vou morrer’. Aí fez aquele silêncio do caralho, eu vi que não tinha morrido. Mas levaram minha bolsa, documentos, capítulos de novela.

“O budismo salvou a minha vida. Sou budista do Sutra do Lótus desde 1996. Ele me deu força, me ajudou a não cair na depressão, a não cair na tentação do mau pensamento. O budismo é tudo para mim.

Tenho uma filosofia de vida de causa e efeito. Tomo muito cuidado em fazer as causas diárias para ter efeitos bons. Enquanto estiver neste planeta, vou tentar fazer o meu melhor.”

“Foi uma década muito dura. Acho que foi para depurar o meu espírito, porque acho que sou uma pessoa melhor hoje. Também ou você melhora ou vira uma peste. Me tornei uma pessoa melhor. Quem me prejudicou está perdoado.

Quero falar sobre o perdão. É difícil, mas o exercício do perdão é uma maravilha. Ele a liberta. Perdoo todos os que me fizeram mal e me prejudicaram. E peço perdão a todos a quem fiz algum mal ou prejudiquei. Perdoar é uma delícia!”

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