Encare a doença com coragem e otimismo

Encare a doença com coragem e otimismo

“Comece as manhãs com disposição e energia. Quando acordamos cedo, revigorados e renovados, não nos sentimos agitados ou pressionados. É uma sensação boa e nossa mente fica aguçada e clara”

Texto extraído e adaptado de uma entrevista do presidente Ikeda, com orientações para os jovens sobre a importância da saúde, concedida à equipe editorial do jornal Seikyo Shimbun, publicada em 25 jul. 2012 e no jornal Brasil Seikyo, ed. 2.146, 8 set. 2012, p. B2.




Daisaku Ikeda: A saúde é um tesouro precioso. Quando era jovem, por sofrer de tuberculose, travei uma batalha constante contra a doença. Portanto, sei por experiência própria quão importante é ter boa saúde.

Oro fervorosamente para que nenhum de meus amigos passe pelas mesmas dificuldades. Meu sincero desejo é que todos, sem exceção, desfrutem excelente saúde em sua juventude.

Ainda assim, há inúmeros jovens que sofrem com doenças neste momento. Para eles, eu lhes digo: “Por favor, vençam esse obstáculo e vivam com determinação e coragem indestrutíveis no cumprimento de sua grande missão. Continuarei a orar com todo o meu coração para eliminar a ‘maldade da doença’ da vida de vocês”.



Seikyo Shimbun: Ouvimos relatos de que muitos membros triunfaram na batalha contra a doença baseados nos incentivos e nas orientações do senhor, presidente Ikeda, e estão se empenhando ao lado dos radiantes companheiros da família Soka.

DI: Isso sempre me traz grande alegria. Recentemente, fui comunicado de que os membros da Divisão dos Jovens estão contribuindo significativamente na sociedade como líderes em diversos campos de atuação.

Mahatma Gandhi (1869–1948), líder ícone da independência da Índia, concluiu: “A verdade é a fonte e o fundamento de todas as coisas boas e grandes. Assim, a firme e constante busca pelo ideal da verdade e da justiça é a chave para desfrutar boa saúde”. Em outras palavras, saúde é sinônimo de vida com esforços e desafios.




Desde jovem, Gandhi dedicou-se à luta de resistência e da não violência contra a opressão.

Por mais que sua saúde tenha sido prejudicada devido aos inúmeros protestos que se envolveu e às várias ocasiões que foi para a prisão, ele lutou até o último instante de sua vida, quando morreu aos 78 anos.

Todos vocês lutam para a expansão do maior ideal de todos, o “ideal da verdade e da justiça”, que é o kosen-rufu. Vocês são jovens Monarcas da Saúde. A verdadeira saúde brilha na vida de quem se devota seriamente e faz a causa original da vida: agir pela felicidade das pessoas, pelo bem-estar da sociedade e pela prosperidade da humanidade.

A sabedoria gera abundante vitalidade




SS: Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de reconfirmar as quatro diretrizes estabelecidas pelo senhor para a boa saúde:

1. Realizar um vigoroso gongyo.

2. Ter um estilo de vida equilibrado e produtivo.

3. Contribuir para o bem-estar dos outros.

4. Alimentar-se com sabedoria.

Esses são seus claros direcionamentos para se manter saudável.

Enquanto jovem, pode acontecer de negligenciarmos os cuidados para ter uma boa condição física, mas acredito que a falta de sono seja o fator comum. Muitas vezes, voltamos para casa tarde por causa do trabalho ou ficamos acordados até tarde da noite fazendo outras coisas e, consequentemente, não dormimos bem e ficamos exaustos. O senhor concorda?

DI: Sim. Dedicar-se ao máximo no trabalho e nas atividades da SGI é uma forma nobre de conduzir sua juventude. No entanto, você não será capaz de manter esse ritmo se ficar sobrecarregado e se esgotar.




“Budismo é razão” (CEND, v. II, p. 99). Nós praticamos o Budismo Nichiren para sermos sábios e criar valor elevado em nossa própria vida.

É justamente por isso que cada um de nós precisa se tornar o “rei dos médicos” e pôr em prática essa sabedoria para impulsionar a vitalidade e a energia baseadas na forma racional e sustentável de fazer as coisas.

Em seu tratado Grande Concentração e Discernimento, Tiantai identifica as seis causas da doença mencionadas por Daishonin num dos seus escritos.

1. Desarmonia nos quatro elementos.

2. Maus hábitos na ingestão de alimentos ou bebidas.

3. Forma incorreta de realizar a meditação sentada.

4. Ataque de demônios.

5. Ação das maldades.

6. Efeito do carma.

(CEND, v. I, p. 659)



A primeira, “desarmonia nos quatro elementos”, refere-se às mudanças em nosso meio ambiente; por exemplo, o clima fora de estação que afeta o equilíbrio natural do nosso corpo. O budismo considera o corpo humano uma união temporária dos quatro elementos — terra, água, fogo e ar — e sua desarmonia nos leva a ficar doentes.

A segunda, “maus hábitos na ingestão de alimentos ou bebidas”, em outras palavras, significa dieta imprudente.

A terceira corresponde à “forma incorreta de realizar a meditação sentada”, a qual, nos tempos modernos, é equivalente a ser distraído e não se concentrar nas responsabilidades. No entendimento sobre meditação, acreditava-se que a falta de concentração era devido a fatores como má postura ou respiração incorreta. Num contexto mais abrangente, podemos considerá-la como resultado de não ser saudável ou ter ritmo diário desequilibrado.




A quarta é o “ataque de demônios”. Em termos contemporâneos, as “maldades” são as ameaças externas como bactérias e vírus ou o comprometimento mental e emocional como o estresse.

A quinta é a “ação das maldades”. Podemos interpretar essa causa como impulsos interiores ou desejos pessoais que rompem a funcionalidade física e mental.

Por último, a sexta causa da doença é o “efeito do carma”. Essa causa se manifesta como resultado de distorções ou tendências negativas de nossa vida desde existências passadas.

Embora essas causas para a doença tenham sido formuladas mais de catorze séculos atrás, elas ainda nos proporcionam perspectivas que podem ser postas em prática atualmente.

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