Família — relação de carinho e de respeito

Família — relação de carinho e de respeito

A família é a força motora para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e pacífica ­— quando há uma relação permeada de respeito, de carinho e de incentivos mútuos entre seus integrantes, a maneira como estes se comportarão nos locais em que atuam, seja no ambiente corporativo, acadêmico ou mesmo social, certamente refletirá os valores e costumes do núcleo familiar.

Para os pais, a responsabilidade de cuidar dos filhos e norteá-los a construir uma história de êxito não é a das mais fáceis. E para os filhos estarem abertos aos conselhos e incentivos dos pais, é indispensável uma boa dose de serenidade e vontade por parte dos jovens.

Uma trajetória de triunfo, mesmo que o caminho indicasse um desfecho desolador, é a de Charles Chaplin. O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, em diversos incentivos sobre a juventude cita o renomado ator como exemplo de superação. Diz ainda que a rota da vitória de Chaplin teve início com a radiância e o carinho de sua mãe, Hannah.

“Quando [Charles Chaplin] estava com 5 anos, sua mãe repentinamente perdeu a voz enquanto cantava numa apresentação. A plateia ficou enfurecida, e todos começaram a vaiar. Desesperado, o diretor de palco colocou o jovem Charlie para cantar no lugar da mãe. Pensando nela, ele tomou coragem e foi ao palco. O público ficou encantado com a performance do adorável garoto. Foi a primeira aparição dele.

A mãe de Chaplin não recuperou a voz e, por isso, ela nunca mais pode cantar. A situação familiar se tornou bem difícil, mas, mesmo pobres, ela era sempre carinhosa e radiante: costurava as roupas dos filhos, dançava e fazia mímica para interagir com eles. A mãe de Chaplin teve papel fundamental em sua vida para que mais tarde ele se tornasse ator e comediante.” (Brasil Seikyo, ed. 2.348, 16 nov. 2016, p. A5)

Uma pesquisa das universidades americanas Harvard e Yale corrobora com a história de Chaplin. Os centros de pesquisas são duas importantes instituições a investigar as relações entre a privação do afeto destinado à criança nos primeiros anos de vida com a construção de sua personalidade. As pesquisas conduzidas pelas universidades constataram que crianças privadas de afeto apresentaram alterações no funcionamento de áreas cerebrais associadas ao processamento das emoções, entre outros prejuízos. Os efeitos serão percebidos ao longo da vida adulta. Segundo a observação, as crianças que não tiveram vínculos afetivos seguros terão maior tendência a comportamentos agressivos e destrutivos.

Transmitir alegria e resplendor

Ciente da importância da estrutura familiar para a formação de seres humanos genuínos, o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, em dezembro de 1957, estabeleceu três importantes diretrizes para que os praticantes do Budismo Nichiren conduzissem uma vida de plenitude e autorrealização. A primeira delas é justamente a “Prática da fé para a criar a harmonia familiar”.

Ao longo dos anos, inspirados pelas diretrizes lançadas por Josei Toda, um número impressionante de membros da Soka Gakkai em todo o mundo transformou drasticamente situações familiares angustiantes, estabelecendo a harmonia e a alegria em suas famílias.

O caminho para construir uma vida familiar forte repousa na consciência de cada integrante se dedicar a transmitir afeto ­— assim como indicado na pesquisa —, em que sua presença conforte gentilmente o coração de todos os familiares. Para muitos, pode não parecer uma simples tarefa. No entanto, prevalecer o respeito entre pais e filhos ou entre cônjuges e parceiros, tendo como base a prática budista, será o passo fundamental para a edificação de uma família forte, saudável e feliz. Com essa postura, a consciência do seu papel se ampliará ainda mais e seguramente suas realizações contribuirão para a felicidade de outras pessoas e, além do mais, para o progresso da humanidade.

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