Parábola: O oferecimento do bolo de lama

Parábola: O oferecimento do bolo de lama

Parábola

Certo dia, o Buda Sakyamuni e um de seus discípulos dirigiram-se a Rajagriha, capital de Magadha, um dos reinos da Índia antiga. Andando pela cidade, o Buda encontrou dois meninos chamados Tokusho Doji e Muso Doji. Os garotos brincavam animadamente com a lama quando viram Sakyamuni.

– Feliz, Tokusho exclamou:
– Que boa sorte podermos encontrar o Buda!
As crianças tinham uma fé pura e genuína e desejavam oferecer algo ao Buda.
– Oh, eu não tenho nada de valor para oferecer ao Buda – , disse Musho Doji desapontado.

– Eu também no momento não tenho nada em mãos, Tokusho teve uma ideia. Num instante moldou um bolo de lama e ofereceu ao Buda, equanto Musho Doji juntou aos mãos prestando-lhe sincera reverência.

– Como benefício resultante desses oferecimentos, Tokusho Doji renasceu como Rei Asoka, e Musho Doji, como sua esposa.
– Essa história nos ensina que a fé sincera e a gratidão são fontes de imensuráveis benefícios.

Conclusão

Daishonin ensina por meio da história de Tokusho e Musho Doji que o benefício provém da sinceridade da pessoa ao fazer oferecimentos, e não meramente do valor material. O bolo de lama em si não tem valor, entretanto foi oferecido ao Buda com sinceridade, produzindo uma imensa recompensa.

Nos dias de hoje, o fato de recitarmos daimoku ao Gohonzon é o mesmo que fazer oferecimentos como devotos do Sutra do Lótus.

O ponto mais importante para acumularmos imensa boa sorte em nossa vida está na alegria e na sinceridade com que nos dedicamos a essas doações. Do contrário, mesmo uma grande dedicação de tempo, dinheiro ou empenho nas atividades, se realizadas com sentimento de inveja ou de obrigação, não produzirá benefícios.

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