Tradução do Gongyo

Tradução do Gongyo

Hoben – Meios

“Myoho-renge-kyo — Sutra do Lótus

Ho-ben-pon-dai-ni — Capítulo Hoben

Niji sesson — Nesse momento

Ju sanmai — o Buda levantou-se

Anjo ni ki — serenamente de sua meditação

Go shari-hotsu — e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo:

Sho-bu-ti-e — “A sabedoria dos budas.

Jinjin muryo — é infinitamente profunda e imensurável.

Go ti-e mon — O portal dessa sabedoria é difícil de compreender

Nangue nannyu — e de transpor.

Issai shomon — Nenhum dos homens de erudição

Hyaku-shi-butsu — ou de absorção

Sho-fu-no-ti — é capaz de compreendê-la.”

Sho-i-sha-ga — Qual é a razão disso?

Butsu-zo-shingon —Um buda é aquele que serviu a centenas

Hyaku-sen-man-noku — a milhares, a dezenas de milhares,

Mushu-sho-butsu — a incontáveis budas

Jin-gyo-sho-butsu — e executou um número incalculável de práticas religiosas.

Muryo-doho — Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente

Yumyo-shojin — e seu nome é universalmente conhecido.

Myosho-fu-mon — Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável

Joju-jinjin — e nunca antes revelada,

Mi-zo-u ho — pregando-a de acordo

Zui-gui-sho-setsu — com a capacidade das pessoas,

Ishu-nangue — ainda que seja difícil compreender a sua intenção.

Shari-hotsu — Sharihotsu

Go-jo-ju-butsu-i-rai — desde que atingi a iluminação

Shu-juin nen — tenho exposto meus ensinos

Shu-ju-hi-yu — utilizando várias histórias sobre relações causais,

Ko-en-gon-kyo — parábolas e inúmeros meios

Mu shu-ho-ben — para conduzir as pessoas

In-do-shu-jo — e fazer com que renunciem

Ryo-ri-sho-jaku — aos seus apegos a desejos mundanos.

Sho-isha-ga — Qual a razão disso?

Nyo-rai-ho-ben —A razão está no fato de o Buda

Ti-ken-ha-ra-mitsu — ser plenamente dotado dos meios

Kai-i-gu-soku — e do paramita da sabedoria.

Shari-hotsu — Sharihotsu,

Nyo-rai-ti-ken — a sabedoria do Buda

Ko-dai-jin-non — é ampla e profunda.

Mu-ryo-mu-gue — Ele é dotado de imensurável benevolência,

Riki-mu-sho-i— ilimitada eloqüência,

Zen-jo – poder,

Ge-da – coragem,

San-mai — concentração,

Jin-myu-mu-sai — liberdade e samadhis (meditação),

Jo-ju-i-sai – aprofundou-se no reino do insondável

Mi-zo-u-ho — e despertou para a Lei nunca antes revelada.

Shari-hotsu — Sharihotsu,

Nyo-rai-no — o Buda é aquele

Shu-ju-fun-betsu — e que sabe como discernir

Gyo-se-sho-ho — e expor os ensinos habilmente.

Gon-jin-nyu-nan — Suas palavras são ternas e gentis

E-ka-shu-shin — e podem alegrar o coração das pessoas.

Shari-hotsu — Sharihotsu,

Shu-yo-gon-shi — em síntese, o Buda compreendeu

Mu-ryo-mu-hen — perfeitamente a Lei ilimitada,

Mi-zo-u-ho — infinita

Bu-shitsu-jo-ju — e nunca antes revelada.

Shi shari-hotsu — Chega, Sharihotsu!

Fu-shu-bu-setsu — Não vou mais continuar pregando

Sho-i-sha-ga — Por quê?

Bu-sho-jo-ju — Porque a Lei que o Buda revelou

Dai-iti-ke-u — é a mais rara

Nan-gue-shi-ho — e a mais difícil de compreender.

Yui-butsu-yo-butsu — A essência real de todos os fenômenos

Nai-no-ku-jin — somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas.

Sho-ho-ji-so — Essa realidade

Sho-isho-ho — consiste de:

Nyo-ze-so — aparência,

Nyo-ze-sho — natureza,

Nyo-ze-tai — entidade,

Nyo-ze-riki — poder,

Nyo-ze-sa — influência,

Nyo-ze-in — causa interna,

Nyo-ze-en — relação

Nyo-ze-ka — efeito latente,

Nyo-ze-ho — efeito manifesto

Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to — e consistência do início ao fim.”

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Nyo-rai-ju-ryo-hon, dai-ju-roku — Jigague, trecho do capítulo Juryo – revelação da vida eterna do buda

Ji-ga-toku-bu-rai — Desde que atingi o estado de Buda,

Sho-kyo-sho-ko-shu — infindáveis Kalpas

Mu-ryo-hyaku-sen-man — transcorreram.

Oku-sai-a-so-gui — Constantemente

Jo-se-po-kyo-ke — venho pregando, ensinando e propagando

Mu-shu-oku-shu-jo — a Lei a milhares de seres vivos,

Ryo-nyu-o-butsu-do — fazendo com que entrem no Caminho do Buda,

Ni-rai-mu-ryo-ko — e tudo isso durante intermináveis kalpas

I-do-shu-jo-ko — Como um meio hábil,

Ho-ben-guen-ne-han — aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas.

Ni-jitsu-fu-metsu-do — Mas, na realidade, não entro em extinção.

Jo-ju-shi-se-po — Sempre estou aqui ensinando a Lei.

Ga-jo-ju-o-shi — Sempre estou aqui.

I-sho-jin-zu-riki — Porém, devido ao meu poder místico

Ryo-ten-do-shu-jo — as pessoas de mente distorcida não conseguem me ver

Sui-gon-ni-fu-ken — mesmo quando estou bem perto delas.

Shu-ken-ga-metsu-do — Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana,

Ko-ku-yo-sha-ri — consagra muitas oferendas às minhas relíquias.

Guen-kai-e-ren-bo — Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me.

Ni-sho-katsu-go-shin — Quando esses seres realmente se tornam fiéis,

Shu-jo-ki-shin-buku — honestos, justos e de propósitos pacíficos,

Shiti-jiki-i-nyu-nan — quando ver o Buda é o seu único pensamento,

I-shin-yo-ken-butsu — não hesitando mesmo que isso custe a própria vida,

Fu-ji-shaku-shin-myo — então, eu apareço

Ji-ga-gyu-shu-so — junto à assembléia de discípulos

Ku-shutsu-ryo-ju-sen — sobre o Sagrado Pico da Águia.

Ga-ji-go-shu-jo — Nesse momento, digo à multidão de seres:

Jo-zai-shi-fu-metsu — eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção..

I-ho-ben-ri-ko — No entanto, como um meio hábil,

Guen-u-metsu-fu-metsu — algumas vezes aparento entrar no nirvana.

Yo-koku-u-shu-jo — E outras vezes, não.

Ku-gyo-shin-gyo-sha — Quando em outras terras há seres

Ga-bu-o-hi tyu — que desejam respeitosa e sinceramente crer

I-setsu-mu-jo-ho — então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável.

Nyo-to-fu-mon-shi — Porém, não compreendendo minhas palavras,

Tan-ni-ga-metsu-do — todos aqui insistem em pensar que eu morri.

Ga-ken-sho-shu-jo — Quando vejo os seres afogados

Motsu-zai-o-ku-kai — em um mar de sofrimentos

Ko-fu-I-guen-shin — eu não me exponho,

Ryo-go-sho-katsu-go — para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.

In-go-shin-ren-bo — Então, quando seu coração se enche de ansiedade,

Nai-shitsu-i-se-po — finalmente apareço e ensino a Lei para eles.

Jin-zu-riki-nyo-ze — Assim são meus poderes místicos.

O-a-so-gi-ko — Por infinitas kalpas,

Jo-zai-ryo-ju-sen — sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares.

Gyu-yo-sho-ju-sho — Enquanto os seres presenciam

Shu-jo-ken-ko-jin — o final de um kalpa

Dai-ka-sho-sho-ji — e tudo é consumido em chamas

Ga-shi-do-an-non — esta minha terra

Ten-nin-jo-ju-man — permanece segura e tranqüila

On-rin-sho-do-kaku — sempre cheia de seres humanos e seres celestiais.

Shu-ju-ho-sho-gon — Vários tipos de gemas adornam

Ho-ju-ta-ke-ka — seus corredores e pavilhões, jardins e bosques

Shu-ju-sho-yu-raku — Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão,

Sho-ten-gyaku-ten-ku — sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos.

Jo- sa-shu-gui-gaku — As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando,-

U-man-da-ra-ke — sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai

San-butsu-gyu-dai-shu — espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.

Ga-jo-do-fu-ki — Minha terra pura é indestrutível,

Ni-shu-ken-sho-jin — porém, a multidão a vê

U-fu-sho-ku-no — consumir-se em chamas,

Nyo-ze-shitsu-ju-man — mergulhada em sofrimentos, angústia e temor.

Ze-sho-zai-shu-jo — Esses seres, devido a suas várias ofensas e causas

I-aku-go-in-nen — provenientes de suas más ações,

Ka-a-so-gi-ko — passam infinitas kalpas

Fu-mon-san-bo-myo — sem escutar o nome dos três tesouros.

Sho-u -hu-ku-doku — Mas os que praticam os caminhos meritórios,

Nyu-wa-shiti-jiki-sha — que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros,

So-kai-ken-ga-shin — todos me vêem aqui em pessoa,

Zai-shi-ni-se-po — ensinando a Lei.

Waku-ji-i-shi-shu — Às vezes para essa multidão exponho

Setsu-butsu-ju-mu-ryo — que a duração da vida do Buda é imensurável;

Ku-nai-ken-bu-sha — e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo

I-setsu-butsu-nan-ti — exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.

Ga-ti-riki-nyo-ze — O poder de minha sabedoria é tamanho

E-ko-sho-mu-ryo — que seus raios iluminam o infinito.

Ju-myo-mu-shu-ko — Minha vida, extensa como incontáveis kalpas,

Ku-shu-go-sho-toku — resulta de uma prática muito longa.

Nyo-to-u-ti-sha — Homens de sabedoria,

Mo-to-shi-sho-gui — não abriguem nenhuma dúvida sobre isso!

To-dan-ryo-yo-jin — Livrem-se das dúvidas definitivamente,

Butsu-go-ji-pu-ko — pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras, nunca falsas.

Nyo-i-zen-ho-ben — O Buda é como um excelente médico

I-ji-o-shi-ko — que se vale de meios hábeis

Jitsu-zai-ni-gon-shi — para curar seus filhos iludidos.

Mu-no-se-ko-mo — Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana.

Ga-yaku-i-se-bu — Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso.

Ku-sho-ku-guen-sha — Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que se encontram aflitos.

I-bon-bu-ten-do — Devido à ilusão das pessoas,

Jitsu-zai-ni-gon-metsu — apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana.

I-jo-ken-ga-ko — Pois se me vissem constantemente,

Ni-sho-kyo-shi-shin — a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração.

Ho-itsu-jaku-go-yaku — Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos,

Da-o-aku-do-tyu — e cairiam nos maus caminhos da existência.

Ga-jo-ti-shu-jo — Estou sempre ciente de quem são as pessoas

Gyo-do-fu-gyo-do — que praticam o Caminho e as que não o praticam,

Zui-o-sho-ka-do — e, em resposta às suas necessidades de salvação

I-se-shu-ju-ho — ensino-lhes várias doutrinas.

Mai-ji sa-ze-nen — Medito constantemente:

I-ga-ryo-shu-jo — Como posso conduzir as pessoas

Toku-nyu-mu-jo-do — ao caminho supremo

Soku-jo-ju-bu-shin — e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?”

“Fonte – Preleção dos capítulos Hoben e Juryo, Daisaku Ikeda”

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