Três lições do presidente Ikeda sobre trabalho

Três lições do presidente Ikeda sobre trabalho

Você já se perguntou como foram os primeiros anos do presidente Daisaku Ikeda no mercado de trabalho? Em plena Segunda Guerra Mundial e com a saúde frágil, como ele fazia para sobreviver? Dá uma olhada nesse relato:

“Durante a Segunda Guerra Mundial, eu trabalhava com um martelo e um torno mecânico na Siderúrgica Niigata, em Kamata, no bairro de Ota, Tóquio, Japão. Era um trabalho exaustivo. Com o término da guerra, consegui emprego numa gráfica chamada Shobundo, na área de Nishi-Shinbashi, em Tóquio, e estudava à noite. Costumava sair de casa às 6h30 da manhã, visitava os clientes para fechar os pedidos, e também era responsável pela revisão de texto. Eu me dediquei ao máximo àquele trabalho. O escritório tinha uma atmosfera calorosa e familiar. Recordo-me com carinho de um dos veteranos dizendo-me que era importante assumir riscos na vida e que a coragem era essencial. O dono da empresa, Takeo Kurobe, era muito bom para mim. Infelizmente, tive de parar de trabalhar por causa da minha saúde fraca. Todos manifestaram quanto estavam tristes por me ver partir.

Depois, fui trabalhar como escrevente na Associação dos Operários de Kamata, que ficava perto de casa. O escritório era pequeno, mas estava engajado em realizar um trabalho significativo, ajudando a revitalizar os negócios locais e também as empresas de pequeno e médio portes da área. Então, conheci Josei Toda e logo comecei a trabalhar na editora dele, a Nihon Shogakkan. Jamais me esquecerei da sincera ajuda que recebi dos meus colegas da Associação dos Operários quando saí de lá para trabalhar com o Sr. Toda.

É com orgulho que, quando jovem, fosse qual fosse o trabalho e onde quer que estivesse trabalhando, sempre dava o melhor de mim. Nichiren Daishonin cita um comentário que o grande mestre Tiantai fez sobre o Sutra do Lótus: ‘Nenhum assunto secular, da vida ou do trabalho, difere de forma alguma da realidade fundamental’ (CEND, v. II, p. 394). Essa passagem expressa o benefício recebido por aqueles que abraçam o Sutra do Lótus. Não há nada na sociedade nem na vida diária que seja contrário ao verdadeiro aspecto da vida. Embora nossos esforços pareçam comuns, por estarmos embasados na fé, eles brilham com a luz da Lei Mística.

Não há nada mais nobre que se empenhar para tornar o mundo um lugar melhor. Não há necessidade de se preocuparem excessivamente com o tipo de trabalho que realizam, com o tamanho da empresa em que trabalham nem com o cargo que ocupam. As pessoas que recitam Nam-myoho-renge-kyo e se esforçam todos os dias para contribuir para a sociedade estão seguindo o correto caminho para atingir o estado de buda nesta existência”.

Ikeda sensei deixa, com esse relato, três lições sobre o trabalho: 1) Dedique o seu melhor, independentemente de qual tarefa seja. 2) Tudo o que é feito com base na recitação do Nam-myoho-renge-kyo brilha e prospera. 3) Não precisamos nos preocupar com nenhum detalhe passageiro. O presidente Ikeda colocou esses três pontos em prática durante toda a sua vida e prosperou. Agora é a nossa vez de fazer o mesmo.

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